Publicado em 06 de Fevereiro de 2018

O Brasil tem pressa para levar conectividade para quem não tem, diz ministro

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O Brasil tem pressa para instalar internet nas localidades que não tem conectividade. Esta declaração foi dada pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, durante as apresentações do programa Internet para Todos em quatro cidades do interior de São Paulo neste final de semana. Segundo Kassab, o pais tem mais de 57 milhões de pessoas sem conectividade e o satélite está consumindo combustível com grande parte de utilização ociosa.

Neste sábado (03) e domingo (04), o ministro esteve nas cidades de Jaboticabal, Franca, São Carlos e Araraquara para apresentar aos prefeitos destas regiões o que ele considera o programa de maior importância para o desenvolvimento econômico e o futuro do país. “Além de ser um projeto que permite justiça social, o Internet para Todos já está pronto para ser implantado. Basta os prefeitos apresentarem as localidades a serem beneficiadas e cumprir as três condições do programa: definir uma área para instalar a antena, se responsabilizar pelo pagamento da energia a ser gasta pelos equipamentos e enviar um projeto de lei à câmara para isentar de ISS toda a operação do programa”, explicou.

A partir daí, antenas serão instaladas gratuitamente nas regiões sem conectividade apontadas pelas prefeituras para distribuir banda larga num raio de 2 quilômetros. “Estamos preparados para levar conectividade a qualquer canto do Brasil em pouco tempo”. Segundo Kassab, as antenas serão instaladas pela Telebras ou por sua parceira que terão capacidade para realizar  até 200 instalações por dia.

Para a população moradora das localidades beneficiadas, os custos de ter uma internet mais rápida e constante serão bem menores. “Devido a isenção de impostos, ter banda larga será muito mais barato do que se paga atualmente”, explica Kassab.

Durante as apresentações no interior de São Paulo, o ministro lembrou que a banda larga do programa Internet para Todos vem do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado ao espaço em maio de 2017, um investimento de R$ 3 bilhões do governo federal.

Até hoje, o MCTIC já assinou convênios para usar a capacidade do satélite com três ministérios: Defesa, para que 30% da capacidade do satélite sejam usadas pelas Forças Armadas no monitoramento das fronteiras brasileiras, coibindo o tráfico de drogas e o contrabando e para segurança na comunicação governamental; com a Educação para levar banda larga às escolas públicas de todo o país. “Só no ano de 2018, o MEC já contratou e pagou antecipadamente para instalar banda larga em 7 mil estabelecimentos de educação; e a Saúde para levar internet para 15 mil pontos em hospitais e postos de saúde.

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